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QUER UM EMPREGO NA NOVA ZELÂNDIA? BRASILEIROS POR LÁ TÊM BOAS DICAS

“Por que o empregador da Nova Zelândia contrataria você, um profissional que está no Brasil e ele não conhece? Essa pergunta feita por uma conselheira de transição de carreira ao profissional da área de TI, Rafael Lu, 43 anos, foi essencial para que ele parasse de perder tempo se candidatando quando ainda estava no Brasil a vagas de trabalho, anunciadas pela internet, na Nova Zelândia, país para o qual desejava se mudar (de vez).
 
“Percebi que não adiantava procurar estando fora do país”, contou ele a EXAME.com. Sua estratégia foi então juntar dinheiro no Brasil, escolher uma pós-graduação para fazer na Nova Zelândia para aí sim começar a distribuir currículos e tentar trabalhar na sua área de formação.
 
Até agora seu plano está dando certo: conseguiu até uma bolsa de estudos e está cursando mestrado em sistemas de informação para negócios, na Universidade de Canterbury, em Christchurch, na ilha sul.
 
Ter uma qualificação concluída no país é, sem dúvida, uma das chaves que abrem as portas do mercado local para os estrangeiros. A Nova Zelândia tem iniciativas para atrair “cérebros”, tanto interessados em estudar no país como também em trabalhar.
 
EXAME.com conversou com outros três brasileiros que apostaram em viver em diferentes cidades do país e todos eles ou estavam estudando ou já tinham concluído algum curso de qualificação.
 
Mas, segundo eles, há outro segredinho que pode ajudar a destacar o currículo dos candidatos em busca de emprego no país: garantir alguma experiência em trabalho voluntário para uma organização na Nova Zelândia.
 
Vale destacar que estrangeiros com visto de estudante podem trabalhar até 20 horas por semana. No site da imigração é possível chegar todos as modalidades de visto que o governo oferece.
 
“Voluntariado é considerado trabalho, é um caminho para conseguir emprego remunerado depois porque é uma referência que você consegue na Nova Zelândia mesmo que não seja na sua área profissional. Seu chefe vai poder responder sobre como é você no trabalho, vai dar a sua referência quando pedirem”, diz Rodrigo de Oliveira Costa, 40 anos, que mora na Nova Zelândia desde 2014
 
Ele conta que trabalhou seis meses como voluntário no zoológico da capital Wellington. “ Fazia de tudo um pouco, limpava áreas comuns, carregava comida para os animais, só não lidava diretamente com os bichos, claro”, lembra. De acordo com ele, a oferta para voluntários é  bem ampla.
 
Desde o início, o plano de Costa para se estabelecer de vez na Nova Zelândia combinou trabalho voluntário com a qualificação. Ano passado, ele se formou em curso de especialização em programação e engenharia de software TI na Weltec e neste ano está trabalhando como assistente de professor na mesma instituição, como voluntário.
 
Seu objetivo é reunir experiência para seu plano de carreira acadêmica. “Quero fazer doutorado, dar aula em faculdade ou trabalhar com pesquisa”, conta.
 
Trabalho voluntário é também justamente o que tem feito Carlos André Teixeira, de 47 anos, estudante de inglês da escola New Horizon, em Napier. Ele é agrônomo por formação no Brasil e especializado na área ambiental e quer garantir referências profissionais na cidade. “Trabalho para empresas e ONGs”. Uma delas é a Hohepa, que tem como missão melhorar a qualidade de vida de pessoas com necessidades especiais. “Ajudo no dia a dia, e apoio as atividades na organização. Por ter essas 20 horas de trabalho semanal como estudante, estou criando um caminho para mim aqui”, conta.  
 
“Tem que bater na porta e falar:  quero fazer estágio aqui”, diz designer brasileiro
 
Hoje com um cargo de content leader no hotel Rydges, o designer Renato Francisco da Silva, de 31 anos, não hesita em contar que suou a camisa e trabalhou muito para conquistar um trabalho na sua área de formação na maior cidade da Nova Zelândia, Auckland.
 
Desde 2012 no país, ele começou a trabalhar no hotel. Desembarcou no país com uma modalidade de visto que é concedida uma vez ao ano e é bem disputada, o Work Holiday Visa, que permite trabalho por um ano no país.
 
“Quando cheguei eu procurei emprego na área de design mas não encontrei nada”, conta. Aberto a atuar em qualquer área, foi trabalhar no Ridges, organizando salas de conferência, a princípio.
 
“Nunca tinha trabalhado com isso, com o tempo passei pelo bar, pela cozinha, pelo salão do restaurante”. Sua proatividade chamou a atenção dos chefes e ele passou a ser requisitado para várias funções. “Cheguei a fazer 115 horas de trabalho por semana”, conta.
 
Quando o prazo do visto expirou, Silva se inscreveu em um curso de um ano design na ACG Yoobee School of Design. Com visto de estudante, continuou trabalhando no hotel, mas foi chamado a ficar na portaria.
 
Ao mesmo tempo conseguiu estágio não remunerado fazendo ilustrações uma vez por semana para a loja de roupa Mister Vintage, em Auckland, durante cinco meses.  Era a primeira referência profissional na sua área.
 
Quando descobriu que o gerente de marketing do hotel passaria a ficar não mais em Wellington mas em Auckland, Silva não teve dúvida. “Falei: quero fazer estágio com ele”, conta.
 
Conseguiu convencê-lo depois de alguma insistência a estagiar uma vez por semana na área de marketing do hotel, sem ganhar nada mais por isso. “Comecei a fazer uns trabalhos que eles antes contratavam agência para fazer e eles perceberam que estavam economizando dinheiro”, diz. Resultado: está empregado há dois anos e há um passou a trabalhar em tempo integral nesse departamento do hotel.
 
“Demorou para chegar onde cheguei, mas sempre estive disposto a trabalhar. Fazer estágio é uma boa. Tem que bater na porta e falar: quero fazer estágio aqui”, recomenda.
 
Fonte: Exame.com

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